Batata doce biofortificada

Commentaren

Transcriptie

Batata doce biofortificada
O consumo de batata doce com polpa alaranjada rica em pró-vitamina A - o precursor da
vitamina A que é convertido nesta vitamina no corpo humano - pode melhorar as reservas
de vitamina A, reduzindo portanto, o risco de sua deficiência. A deficiência de vitamina A
prejudica o sistema imunológico e, quando severa, aumenta a mortalidade infantil. A batata
doce é parte importante da dieta de países localizados no leste e no centro da África, onde a
deficiência de vitamina A é muito comum. Peritos do Centro Internacional da Batata (CIP),
que desenvolveram a batata doce de polpa alaranjada biofortificada, estimam que, quando
estiver completamente difundida, a batata doce com pró-vitamina A poderá reduzir a
deficiência de vitamina A de 50 milhões de crianças.
Estratégia
Atualmente, os cultivares de batata doce que predominam na
África são variedades de polpa branca ou amarela, que contêm
pequenas quantidades de pró-vitamina A. Por outro lado,
acredita-se que as variedades de polpa alaranjada sejam uma das
opções mais baratas e abundantes de pró-vitamina A, disponível
durante o ano todo para as populações carentes. A batata doce
de polpa alaranjada cozida, como a variedade Resisto, desenvolvida na África do Sul, contém entre 1170 e 1620 equivalentes
de atividade de retinol (RAE) por 100 gramas, sendo estimado
que a mesma proporcione entre 25 e 35% da ingestão diária de
vitamina A recomendada para crianças em idade pré-escolar.
Se agricultores e consumidores trocarem as variedades de polpa
branca e amarela pelas de polpa alaranjada, esta ação poderá
provocar um impacto extraordinário nos níveis de vitamina A da
população. Entretanto, para encorajar essa mudança, a textura
das variedades de polpa alaranjada deve ser modificada, uma vez
que tais variedades tendem a apresentar um alto conteúdo de
umidade; consumidores adultos preferem variedades com baixo
conteúdo de umidade, isto é, com alto conteúdo de matéria
seca. O trabalho de melhoramento em andamento está
direcionado para o aumento de matéria seca em variedades de
polpa alaranjada ricas em pró-vitamina A, o que melhoraria suas
características sensoriais; ao mesmo tempo, procura-se ampliar
sua resistência a vírus e a
condições de stress, como
a seca.
A estratégia de curto prazo
consiste em coletar variedades tradicionais (landraces)
com alto conteúdo de próvitamina A e introduzir
variedades de polpa alaranjada de outras regiões. Até o
momento, cerca de 40
variedades de batata doce
com alto teor de próvitamina A e matéria seca
Fonte: FAO, OMS, MI, UNICEF
Cortesia do CIP
BATATA
DOCE
Biofortificada
foram introduzidas na África Subsaariana. Destas, 10 a 15 estão
sendo intensivamente testadas em diferentes zonas agro-ecológicas
de alguns países. Algumas variedades originais, principalmente
variedades tradicionais, têm sido bem aceitas pelos agricultores e
atualmente estão sendo distribuídas em pequena escala.
Inicialmente a introdução de variedades melhoradas está
direcionada para Etiópia, Gana, Quênia, Moçambique, Ruanda,
África do Sul, Tanzânia e Uganda.
O conteúdo de pró-vitamina A de raízes recém colhidas pode variar
em até 45%. Contudo, parte da pró-vitamina A presente na batata
doce pode ser retida durante o armazenamento, a preparação e o
cozimento. Na variedade sul-africana Resisto, a atividade de próvitamina A da batata cozida é por volta de 70 a 80% da encontrada
na batata recém colhida. Durante o próximo ano, estudos
adicionais serão realizados para determinar as perdas de próvitamina A que ocorrem durante o processamento, a preparação e
o cozimento, tendo como base as práticas tradicionais empregadas
nos países localizados no leste e no centro da África.
Uma vez que os estudos de processamento sejam concluídos,
planeja-se para 2005 um estudo de bioeficácia com humanos,
utilizando uma variedade que tenha boa aceitação organoléptica.
Durante o próximo ano, também deverá ser conduzida pesquisa
nos países do leste e do centro da África, para determinar como a
batata doce de polpa alaranjada
difundida está sendo utilizada,
quem a está consumindo, com
que freqüência e em qual
quantidade. Os resultados
obtidos serão utilizados no
desenvolvimento de uma
estratégia de extensão que
selecionará e promoverá
variedades de batata doce de
LEGENDA:
polpa alaranjada através de um
Países desenvolvidos ou regiões sem dados
trabalho de pesquisa que contará
Mais de 15% das crianças em idade pré-escolar
com a participação dos
apresentam deficiência de vitamina A
Alto consumo de batata doce (excluindo importações)
agricultores.
Desenvolvendo Produtos
Agrícolas Mais
Nutritivos
Sistemas comunitários sustentáveis de produção e distribuição de
material, já estabelecidos com a colaboração de vários parceiros, serão
fortalecidos. Sistemas micro-empresariais que, com a participação de
homens e mulheres, promovem o uso de variedades biofortificadas,
também serão fortalecidos para aumentar a aceitação dessas variedades
e gerar renda. Estas ações implicarão no desenvolvimento e
implementação de uma estratégia para mudar o comportamento de
pessoas que trabalham com agricultura, nutrição, saúde pública,
medicina e meios de comunicação, promovendo, assim, o consumo da
batata doce de polpa alaranjada.
Aliança HarvestPlus para a Batata Doce
País
Categoria Instituto
Responsabilidade
África do Sul
SNPA*
ARC - Roodeplaat, Pretoria
Alemanha
Universidade
Nutrition Intervention Research Unit,
Medical Research Council Kwazulu Natal
Center for Applied Biosciences, University of Freiburg
Melhoramento de plantas
e biotecnologia
Nutrição
Áustria
SNPA
Brasil
Universidade
Austrian Research Center, Seibersdorf
Research GmbH
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Canadá
Estados Unidos
Universidade
Universidade
Ryerson University, Toronto
Department of Horticulture, Louisiana State University
Etiópia
SNPA
Gana
SNPA
Leste, Sul,
Oeste e Centro
da África
Madagascar
Moçambique
Redes e
e Programas
de Parcerias
SNPA
SNPA
Peru
CGIAR
Awassa Agricultural Research Centre, Awassa
Ethiopian Nutrition and Health Research Institute, Addis Ababa
Crops Research Institute, Kumasi
Ghana Health Service, Regional Nutrition Office, Cape Coast
Regional Potato and Sweet Potato Improvement Network in East
and Central África (PRAPACE) and Southern Africa Root Crops
Research Network (SARRNET), VITAA
FIFAMANOR
National Institute for Agricultural Research (INIA), Maputo
Ministry of Health, Nutrition Division, Maputo
International Potato Center (CIP), Lima
Quênia
SNPA
Kenya Agricultural Research Institute
Reino Unido
Ruanda
Tanzânia
Universidade
SNPA
SNPA
SNPA
Food Science and Nutrition Department, University of Nairobi
Natural Resources Institute
ISAR-Rubona
Tanzania Food and Nutrition Centre, Dar es Salaam
Department of Agriculture, Research and Development
Uganda
SNPA
National Agricultural Research Organisation (NARO)
Zâmbia
Universidade
SNPA
Department of Food Science and Technology, Makerere University
Root and Tuber Improvement Programme,
Mansa Technology Assessment Site
Melhoramento de plantas
e biotecnologia
Melhoramento de plantas
e biotecnologia
Nutrição humana e
tecnologia de alimentos
Nutrição
Melhoramento de plantas
e biotecnologia
Melhoramento de plantas
Nutrição
Melhoramento de plantas
Nutrição
Melhoramento de plantas,
nutrição, pós-colheita, marketing
e políticas alimentares
Melhoramento de plantas
Melhoramento de plantas
Nutrição
Melhoramento de plantas
e biotecnologia
Melhoramento de plantas,
biotecnologia e pós-colheita
Nutrição
Pós-colheita e marketing
Melhoramento de plantas
Pós-colheita e nutrição
Melhoramento de plantas
e pós-colheita
Melhoramento de plantas
e pós-colheita
Nutrição
Melhoramento de plantas
* Sistema nacional de pesquisa e extensão agrícolas;
Mais de 70 ONGs locais e internacionais estão trabalhando em países alvo, principalmente na difusão de sementes e na transferência de tecnologia
Publicações Selecionadas
International Potato Center. VITAA—The Vitamin A for Africa Partnership: Paving the way for food-based solutions to under-nutrition. Paving the
way for food-based solutions to under-nutrition. Lima, Peru: International Potato Center, 2003.
Low, J., T. Walker, R. Kapinga, R. Hijmans, D. Reynoso, P. Ewell y D. Zhang. The potential impact of beta-carotene-rich sweetpotatoes
on vitamin A intake in Sub-Saharan Africa. In: Report of the XXI International Vitamin A Consultative Group (IVACG), Feb. 2003, Marrakech,
Marruecos. Edited by W.J. Harvey y T.M. Taylor. Washington, D.C.: IVACG Secretariat. 2003.
Instituições que generosamente apóiam este programa: Fundação Bill e Melinda Gates, Agência Dinamarquesa para o Desenvolvimento Internacional
(DANIDA), Agência Sueca para o Desenvolvimento Internacional (SIDA), Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e Banco Mundial.
Contato:
Regina Kapinga
Líder do Projeto de Batata Doce e
Coordenadora do VITAA
Centro Internacional de Batata (CIP)
Naguru Hill, Katarima Road
Plot 106, Box 22274, Kampala, Uganda
[email protected]
Bonnie McClafferty
Coordenadora de Comunicação, HavestPlus
c/o IFPRI
2033 K. St., N.W. Washington, DC 20006 USA
[email protected]

Vergelijkbare documenten

Relatório de Moçambique

Relatório de Moçambique Atualmente, os cultivares de batata doce que predominam na África são variedades de polpa branca ou amarela, que contêm pequenas quantidades de pró-vitamina A. Por outro lado, acredita-se que as va...

Nadere informatie

Relatório Anual 2014

Relatório Anual 2014 utilizando uma variedade que tenha boa aceitação organoléptica.

Nadere informatie